O alongamento ósseo é uma técnica utilizada para recompor um osso perdido (seja por fratura ou ressecção de tumores), ou para alongar um osso naturalmente menor que o normal. Em Campinas, essa cirurgia é feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nos hospitais da PUC-Campinas e da Unicamp e em algumas clínicas particulares. Há casos em que a cirurgia é necessária, porém ela pode ser desgastante para o paciente e acarretar problemas vasculares e neurológicos se não for bem feita. Mas e quando se trata de questões meramente estéticas?O chefe do Serviço de Ortopedia do Hospital e Maternidade Celso Pierro da PUC-Campinas, José Luis Zabeu, explica que é difícil separar o alongamento funcional do estético. Segundo ele, o papel da cirurgia é corrigir discrepâncias de comprimento entre os membros ou o alongamento da baixa estatura que atrapalhe as atividades do cotidiano, como dirigir, subir no ônibus, etc. "Em média, pessoas com menos de 1,30m enquadram-se neste perfil. Porém, um homem com 1,45 ou 1,50m pode se complexar pela baixa estatura, e isso afeta sua saúde mental e seu bem-estar", explica Zabeu.
A cirurgia, que está longe de ser considerada simples, consiste basicamente em fazer um corte no osso e, com o auxílio de diversos tipos de materiais, como hastes metálicas e fixadores externos, por exemplo, realizar o afastamento lento e progressivo do mesmo. "Isso acontece com o simultâneo alongamento dos músculos, nervos e vasos existentes. O local em que ocorre a abertura do osso é lentamente preenchido por um osso novo", ressalta Zabeu. O ortopedista opera em média seis pacientes por mês no Hospital da PUC-Campinas.
A técnica mais comum de alongamento ósseo é a que utiliza fixadores externos circulares, mais conhecidos como gaiolas, os quais são implantados no membro do paciente por meio de pinos e barras. Há também a técnica em Z, que é mais arriscada, pois provoca ao mesmo tempo o crescimento do osso e de tudo o que o cerca. "Cada caso merece uma avaliação minuciosa dos riscos e benefícios, para que conclua se vale ou não a pena fazer este tipo de cirurgia. É importante que o paciente tenha em mente que o alongamento ósseo funciona, mas pode acarretar em complicações ao longo do tratamento, sejam elas físicas ou psicológicas", conclui.

Em época das férias escolares, a tendência é que as crianças fiquem mais tempo em casa e, com isso, aumente o risco de acidentes domésticos. Por este motivo, a Secretaria de Estado da Saúde formulou dicas para evitar acidentes graves como queimaduras, envenenamento e choque elétrico, com a criançada.
