sábado, 8 de agosto de 2020

8 Lições Empreendedoras - por Renato Daidone

 
  Quem é você? Bem, antes de responder, vou me apresentar. Meu nome é Renato Daidone, sou publicitário e jornalista de formação, além de empresário do ramo imobiliário. Atuo em toda a cadeia produtiva imobiliária paulista, que envolve desde a captação, oferecimento, averiguação, liberação e consolidação de negócios imobiliários.
  Comecei o texto perguntando exatamente quem é você, porque tenho a certeza de que esta é a principal questão da sua vida. Por muitos anos, busquei saber quem eu era e sigo a máxima proposta por John Lennon, onde certa vez afirmou que “...buscou em muitos lugares e só se encontrou em si mesmo.”
  A ideia principal aqui, não é nortear suas capacidades nem propor absurdos para torná-lo uma pessoa realmente empreendedora, feliz e realizada com a sua atividade, mas sim mostrar que a busca por quem você é, torna-se a base daquilo que gostaria de lhe mostrar.
  Desde que ingressei no mercado corporativo, exatamente em 1994 e com 14 anos de idade, a primeira oportunidade que tive foi na pequena empresa de fundo de quintal que meu pai havia constituído. Engenheiro Civil que é, naquele momento havia sido demitido e não sabia exatamente o que fazer com a rescisão, que representava na época pouco dinheiro.
  Uma pequena empreiteira que se propunha a oferecer serviços de mão-de-obra voltada a reformas e pequenas construções. Nascia ali o grande exemplo do empreendedor nato, da pessoa capaz de transformar leite em manteiga, só por ficar agitando desesperadamente a substância.
  No início, era somente papai, uma linha telefônica, uma mesa emprestada, uma cadeira tomada da cozinha e uma máquina de escrever Remington, herança de meu avô materno que também fora jornalista e publicitário, o Sr. Roque Luzzi.
  Uma ideia na cabeça, um anúncio no jornal de domingo e o telefone toca pela primeira vez. Papai se dirige ao cliente, faz um orçamento da reforma e, algumas semanas depois, o primeiro contrato assinado.
  Me lembro bem, o Brasil estava num momento de implantação do Plano Real, da moeda forte, de crescimento, estabilização de preços e queda completa da incrível inflação que destruía a economia, o povo e toda riqueza que se tentava produzir. Estava lançada a semente do empreendedorismo que nunca mais deixou de germinar dentro de mim.

Lição Número 1

  Neste médio contrato de reforma que papai acabara de fechar, conseguiria lucrar em cerca de vinte dias, àquilo que demoraria pelo menos noventa dias em sua antiga atividade. Finalmente eu percebo o porquê das pessoas sempre buscarem oportunidades fora das carreiras tradicionais e é exatamente esta a primeira lição:

“Não importa o que você faz, qual a sua formação nem o quanto você ganha. Tenha em mente que SEMPRE deverá lucrar o que acha justo para àquilo que sabe, de maneira honesta, sólida e duradoura.”

  Sim, na teoria é belíssimo, mas, e na prática? O quê dizer para alguém que trabalha por um salário líquido de R$ 1.000,00, por exemplo? Como sair desta condição se é impossível estudar, qualificar-se e finalmente almejar uma posição melhor do que esta?
 A resposta não poderá ser dada por mim e nem por ninguém. Ou você é herdeiro ou acerta na loteria. Fora estas duas opções, de maneira honesta, dificilmente conseguirá sair de onde está. Ou será que não?

Lição Número 2

  Em qualquer ramo de atividade, o mínimo de qualificação torna-se necessário. Não importa se você não concluiu sequer o ensino fundamental. Você obrigatoriamente terá que se qualificar de alguma maneira, desde a visita a bibliotecas por conta própria, até cursos profissionalizantes ou mesmo formações livres. Você deve se qualificar, não importa o ramo que escolheu.
  Tomemos como exemplo um vendedor de hot-dogs. Mesmo que não tenha concluído o ensino fundamental, pelo menos ler, escrever e fazer operações matemáticas simples, terá que saber. Portanto, até mesmo para vender lanches nas ruas, o mínimo de qualificação é necessário.
  Por quê utilizar o exemplo do vendedor de hot-dogs? Porque existem muitas histórias folclóricas em torno deste profissional, e a maioria delas não é real, mas a que contarei aqui, é verdadeira e eu vivenciei.
  Estávamos em 2002. Eu já era técnico publicitário e tinha me formado jornalista em 2001. Naquele momento, trabalhava na Editora Abril de São Paulo, num cargo de atualização de cadastros que detestei e abandonei em pouco tempo.
  O fato é que em alguns dias, no horário do almoço e com pouco dinheiro disponível, freqüentava a banca de hot-dogs do Sr. Almir, hoje já falecido. Ele vendia lanches ali, atrás da Editora Abril na Marginal Pinheiros fazia muitos anos. De certa forma, construímos uma amizade e volta e meia conversávamos sobre a vida.
  Num destes “almoços”, perguntei para o Sr. Almir há quanto tempo ele estava ali e o que ele fazia antes de ter a banca de hot-dogs. Ele sorriu e me disse que era Cirurgião Dentista formado, me mostrou inclusive a sua carteirinha já vencida. Fiquei muito espantado com àquilo. Como uma pessoa com formação, se sujeitava a cozinhar salsichas atrás de um carrinho de hot-dog! Caramba, que absurdo! Ele percebeu o meu espanto e sorriu, dizendo algo como: “ – Sabe cara, você aí na Abril, tá ganhado quanto?” e eu respondo “ – Há, com os descontos, por volta de R$ 1.200,00.” Neste momento, ele começa a gargalhar e diz, “,...hahahaha,... isso é só o que eu pago entre condomínio, água e luz,...hahahaha,...” Fiquei sem jeito. Moleque besta, achando que estava muito bem com a porcaria que recebia, andando de terno, falando no celular, trabalhando numa grande empresa. Então eu pergunto: “ – Como assim?” e ele me dá uma verdadeira aula de gestão: “ – Aqui eu chego umas 7h da manhã e vou embora por volta da 15h. São 8h de trabalho e costumo vender entre 15 e 20 hot-dogs a cada hora, na média. O fato é que nos dias bons, chego a comercializar entre 120 e 150 hot-dogs. Nos dias chuvosos ou ruins, vendo entre 65 e 80. Na média, fazendo a conta em trinta dias, são uns 60 ou 70 por dia, já que não trabalho nos finais de semana ou feriados, porque o movimento é fraco.”
  Fico de boca aberta vendo àquela pessoa me apresentar o seu negócio assim, de maneira natural e sem rodeios. “,... então, você não tem um daqueles celulares aí que trazem uma calculadora embutida? Faz a conta, cada hot-dog eu vendo por R$ 3,00. Se a minha média é entre 1.500 e 1.800 lanches todos os meses, onde o custo de um lanche é de R$ 1,75 e o lucro de R$ 1,25, só aí são uns R$ 2.000,00 por baixo, fora a venda de refrigerantes e sucos, que fica mais ou menos na metade disto. Em meses bons, meu lucro líquido costuma ultrapassar esta média. ”
  Depois daquele lanche, me despedi dele, peguei o elevador na Abril e a minha vida nunca mais seria a mesma. Um Cirurgião Dentista, formado, vendendo hot-dogs na minha cara e faturando quase R$ 3.000,00 todos os meses, isso sem trabalhar até às 18hs, como a maioria, não atuando nos finais de semana e sem aturar absolutamente ninguém. Naquele momento eu comecei seriamente a pensar em como e onde iria vender hot-dogs. Portanto, aí vai lição número 2:

“Jamais. Nunca. Em tempo algum, desqualifique as pessoas que encontrar pela vida. Seja por sua aparência, atividade ou condição. O empreendedorismo, não tem cara, formação acadêmica, cor, credo ou preferência sexual. Do varredor de calçadas, passando pelo lanterninha de cinema à atendente da loja de fast-food, tenha a certeza absoluta de que a diferença entre esta pessoa e o dono da corporação, é realmente muito menor do que você imagina.”

Lição Número 3

  Você tem medo de quê? Se está na esmagadora população que ganha até R$ 3.000,00 no Brasil de hoje, já sabe que na pior das hipóteses, comercializar hot-dogs num bom lugar, certamente suprirá as suas necessidades básicas. Portanto, NUNCA tenha medo de pedir demissão do seu medíocre emprego. Vou repetir: NUNCA tenha medo de pedir demissão do seu medíocre emprego.
  Conheço centenas de amigos meus que se sujeitam a trabalhar por muito menos do que R$ 3.000,00 e agüentar desaforos de todos os tipos, engolindo sapos e mais sapos diariamente para que, no final do mês, receba míseros R$ 1.500,00, ou até menos.
  Se você é uma destas pessoas, seja feliz e, daqui algumas décadas, se aposente mal e porcamente com 70% de seu salário, se tiver muita sorte.
  Agora, se você é um inconformado com a situação, que realmente não sabe o quê fazer para livrar-se de sua repugnante atividade, a primeira atitude que precisa ter é o abandono total do medo.
  Não leve em consideração a sua medíocre posição dentro da companhia. Esqueça. Ali você é completamente descartável. Você pode achar que não, que o seu cargo de chefia, gerência ou diretoria, é realmente eterno e que você certamente fará falta à corporação se for demitido. Sinto lhe dizer, mas isto simplesmente não é verdade. Só será verdade se você atuar como desenvolvedor intelectual, alguém realmente acima da média, que trabalha com idéias intangíveis e consegue realmente enxergar muito além da maioria. Daí, talvez você seja insubstituível, mas tenho certeza de que você não é esta pessoa, pelo simples fato de estar lendo isto aqui. Portanto, veja a terceira lição:

“Não tenha medo de perder o seu emprego medíocre. Ele nunca lhe trará nada de realmente sólido. Você só trabalha para pagar as suas contas e enriquecer os donos. Além disto, você certamente será substituído assim que for necessário.”

Lição Número 4

  O quê você quer da sua vida? Segurança? Estabilidade? Conforto? Satisfação? Bem-vindo ao planeta terra. Esta é a aspiração de todas as pessoas economicamente ativas que eu conheço.
  Sinto lhe dizer que segurança e estabilidade, você talvez consiga se estudar como um condenado, preso ao cárcere por meses e anos, até ser aprovado num bom cargo público. Daí, talvez consiga obter pelo menos segurança e estabilidade, mas jamais terá conforto, e sabe por quê? Porque os cargos públicos que mais pagam, geralmente envolvem riscos bastante grandes e que certamente lhe tirarão completamente o conforto, tão almejado. Quando falamos em satisfação, talvez seja melhor nem entrar em detalhes, afinal, quantos funcionários públicos brasileiros realmente estão satisfeitos em suas atividades, independente de quanto ganham?
  O fato é que no início da jornada, talvez seja impossível obter real segurança e estabilidade naquilo que escolheu desenvolver, mas é possível reverter na medida que seguir avançando.
  Vamos para outro exemplo clássico, com a breve trajetória de Gabrielle Bonheur Chanel, ou Coco Chanel, como seu pai a chamava. Esta mulher, que se tornou uma das mais importantes estilistas francesas de sua época, só chegou nesta posição porque teve o aporte financeiro do seu grande amor, o milionário inglês Arthur Capel. Foi ele que a ajudou a abrir a sua primeira loja de chapéus.
  Portanto, mesmo que você não saiba exatamente com o que vai trabalhar para ter segurança, estabilidade, conforto e satisfação, acredite, sem um investidor, isso será completamente impossível. Ainda que você seja semi-analfabeto e que pretenda ensinar práticas de caça a imigrantes na selva amazônica, pelo menos dinheiro para comprar um arpão, você vai precisar. Desta maneira, a busca pela atividade ideal, deve ser planejada:

“NUNCA inicie um negócio sem capital, mesmo que seja pequeno. Se você é um mero entregador de mercadorias e pretende abrir seu próprio negócio, prestando serviços aos armazéns do seu bairro, por exemplo, pelo menos dinheiro para comprar a primeira bicicleta de cargas, você vai precisar.”

Lição Número 5

  Você tem amigos? Todos dirão que sim. Faça uma pequena lista com cinco ou dez nomes e experimente telefonar para estas pessoas, dizendo que está pretendendo abrir um pequeno negócio, pode ser de entrega de comida caseira ou de doces e bolos para festas infantis. Tente pedir auxílio técnico ou algumas idéias gratuitas àquele seu amigo contador ou administrador de empresas. Sem nenhuma dúvida, fora os familiares em estruturas de harmonia, eu realmente duvido que alguém será capaz de efetivamente te ajudar,... de graça!
  É este o xis da questão. NINGUÉM faz absolutamente nada de graça para quem quer que seja, nem mesmo os amigos. Talvez um dos pais e no máximo um parente mais distante. Tenha isto em sua cabeça: NINGUÉM é obrigado a ajudá-lo simplesmente porque você decidiu que, a partir daquele dia, iria aventurar-se num negócio qualquer.
  O quê fazer diante disto. Você não tem dinheiro, não tem crédito na praça e as pessoas não estão dispostas a ajudar, nem com conhecimento técnico e muito menos com qualquer tipo de investimento financeiro.
  Aqui, temos que voltar à lição número 3: Você tem medo de quê? Para ilustrar, vou falar de uma figura realmente enigmática que conheci em minha jornada. Seu nome era Carlos Alberto Perito, um querido professor de marketing que tive quando fui aluno de Publicidade e Propaganda, lá pelos anos de 1998. Este cara lançou com Sandro Ariboni, Pesquisa Orientada Marketing e Opinião Pública. Nesta obra didática, ele discorre sobre os tipos de pesquisa aplicados à publicidade, propaganda e jornalismo. Ao ler, descobrimos exatamente como aplicar os métodos e chegar a conclusões, utilizadas por muitos institutos até os dias de hoje.
  A verdade é que quem conheceu o Sr. Perito realmente, sabe que ele, no final das contas, simplesmente não acreditava que pesquisas fossem realmente capazes de catapultar o sucesso de um produto ou serviço de maneira duradoura, se este fosse ruim ou inútil.
  Nos papos de bastidores, Perito sempre deixou muito claro aos seus alunos que as pesquisas eram sim importantes, mas até certo ponto. Era necessário muito mais do que saber a opinião do público para tornar algo realmente rentável, sustentável e durável. A lição aqui é muito simples:

“Não importa como e onde você buscará recursos para a sua idéia ou o seu negócio. Se conseguir provar para as pessoas que é realmente viável, rentável, sustentável e durável, não faltarão investidores. Se é tarefa fácil? Não importa. O mais importante é ousar e não ter medo. NUNCA.”

Lição Número 6

  Você está disposto a não ter salário? Férias? 13º? Vale-alimentação? Se a resposta for não, estamos no caminho certo. Você sabe por quê o seu empregador eventualmente lhe oferece férias, 13º, vale-alimentação e outros benefícios? Porque você gera um lucro de pelo menos duas ou três vezes o seu custo operacional. Tomemos como exemplo um vendedor de loja de calçados, com carteira registrada e salário de R$ 1.200,00 + comissão de até 2,5% sobre as vendas. Esta pessoa tem todos estes benefícios, além de seguro-saúde para si e sua família. O custo deste profissional, gira em torno de R$ 2.800,00 ao mês.
  Sabemos que os lucros na indústria de moda e vestuário, incluindo calçados, são de no mínimo 50% sobre o valor final. Portanto, se naquele natal você realmente vender muito bem e acabar com um salário total de R$ 5.000,00, por exemplo, tenha a certeza absoluta de que o seu empregador lucrou pelo menos o dobro que você, isso se tratarmos esta atividade de maneira muito conservadora.
  Qualquer pessoa sabendo disto e com um pequeno lampejo de sanidade e empreendedorismo, certamente procuraria descobrir outras formas de vender calçados e ficar com todo o lucro. Mas aí, vem o outro lado da moeda. É preciso estar disposto a abandonar todos os benefícios e empreender, realmente arriscar, o que não é para todos.
  Fazendo uma conta bem rápida, acho que qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento deste ramo, conseguiria abrir uma banca de calçados em qualquer feira livre e ganhar muito mais do que os R$ 1.200,00 fixos propostos.
  Se for mulher e freqüentar salões de beleza, eu duvido que todos os dias não consiga revender uma boa sandália por R$ 100,00 e que teve custo de R$ 50,00. No final do mês, trabalhando somente de segunda a sexta-feira, o que compreenderia cerca de 22 dias, estamos falando em algo como R$ 1.100,00 de lucro. Sem falar que esta pessoa ainda poderia agregar bijuterias, semi-jóias, cosméticos e outros badulaques, comuns nas vendas em salões de beleza. Portanto, aí vai a lição número 6:

“Tenha a certeza de uma coisa: quem tem somente o salário e benefícios como fonte de renda, ganha mal e NUNCA ganhará bem, mesmo que seja promovido e se aposente como diretor daquela empresa, afinal, em décadas muita coisa pode acontecer. Já calçados e badulaques em salões de beleza, são e sempre serão vendidos todos os dias, assim como muitas outras coisas.”

Lição Número 7

  Não acredite nos seus sonhos. Isso mesmo! Não estamos aqui para sonhar. Abstrações da realidade pertencem a poetas, dramaturgos, músicos e intelectuais milionários. Lampejos de insanidade não são para pessoas como você e como eu.
  O primeiro passo é a decisão acerca de qual caminho seguir. E tudo bem se você está feliz com o seu emprego de segunda a sexta-feira, cheio de benefícios, supostamente seguro e confortável. A proposta não é encorajá-lo a tomar atitudes impensadas ou apostar na sorte, afinal, a sorte é na maioria das vezes a junção de experiência com oportunidade. Acreditar que alguém chegou a algum lugar simplesmente porque teve sorte, é estupidez.
  A quê você está disposto para finalmente demitir o seu patrão? Você é músico? Toca nos finais de semana em algum restaurante e lhe pagam R$ 100,00 por noite? Ora, se você está empregado por R$ 1.000,00, é hora de literalmente enfiar a viola no saco e procurar pelo menos quinze lugares para tocar e ganhar mais, fazendo o que gosta.
  Você é dona de casa? Ótima na limpeza doméstica? Qual o seu salário? Nada? Saiba que nas grandes capitais, empresas e casas de família, chegam a pagar até R$ 150,00 a diária de uma ótima profissional que atue como diarista, passadeira, cozinheira e babá, por exemplo.
  Se você é homem, não possui nenhuma qualificação e não tem medo de trabalhar, posso lhe dizer que um ½ oficial da construção civil, por exemplo, hoje chega a ganhar cerca de R$ 80,00 por dia. Será que você vai continuar naquela empresa medíocre que te paga R$ 800,00 por mês?
  Estes são só alguns exemplos, existem centenas de outros. O importante aqui é a essência, o empreendedorismo que certamente deverá correr em suas veias.

“A vida não é justa, por isso, não acredite em seus sonhos. Trabalhe com a realidade da vida. Encare os fatos, faça as contas. Não se deixe iludir por falsas promessas ou a inebriante estabilidade proposta pelas companhias, já que elas são falsas.”

Lição Número 8

- Releia todas as lições anteriores, desta vez devagar, detalhadamente, com calma e faça suas anotações;
- Trace um plano real para a sua atividade e a sua vida, atuando com honestidade e solidez;
- Tenha foco e a certeza de que sairá da situação em que se encontra;
- Jamais faça empréstimos para iniciar um negócio. Se ele for bom, atrairá investidores. Caso contrário, abandone a idéia e repense com calma;
- Seja completamente cético. Desconfie de “oportunidades de negócio” que encontra na internet ou através de amigos. Geralmente são esquemas mentirosos ou fraudulentos;
- Lembre-se muito bem da Lição Número 5: NINGUÉM faz absolutamente nada de graça para quem quer que seja, nem mesmo os amigos;
- Atue de maneira simples e direta;
- Não acredite em pessoas bem vestidas ou que trabalham em grandes centros empresarias. A maioria delas ganha muito menos que vendedores ambulantes, por exemplo;
- Nunca busque atividades muito distantes de onde você mora, em nenhuma hipótese;
- Concentre-se num só projeto. Se a escolha for a comercialização de carteiras para documentos, não tente agregar itens alimentícios ou serviços de manicuro, por exemplo;
- Grandes investimentos só deverão ser feitos quando tiverem origem dentro do próprio negócio e não o contrário;
- Tenha fé em si mesmo e naquilo que escolheu. Não existem fórmulas prontas;
- Demita o seu patrão assim que possível;

Renato Daidone
Jornalista – Mtb 36.462

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