terça-feira, 20 de junho de 2017

Teatro 'A Voz que Resta' estreia no Sesc Ipiranga - 30/6

Com a proposta de abrir espaço para monólogos de autores já consagrados e novos dramaturgos, a série de espetáculos intimistas Teatro Mínimo apresenta a peça “A voz que resta”, que cumpre temporada no Sesc Ipiranga, entre 30 de junho e 23 de julho.

Escrito e dirigido pelo russo Vadim Nikitin, o espetáculo é inspirado nos textos “A voz humana” (La Voix humaine, 1930), do francês Jean Cocteau, e “A última gravação de Krapp” (Krapp’s last tape, 1958), do irlandês Samuel Beckett. Desses textos vieram provocações sobre a dor causada pelo término de um caso amoroso (Cocteau) e ‘o fim de uma vida que podia ter sido e que não foi’ (Beckett).

A trama é costurada pela solidão do personagem Paulo, protagonizado por Gustavo Machado, um jornalista e escritor frustrado que nutre um amor incondicional por Marina, uma vizinha que mora cinco andares abaixo, junto com seu marido. Como um masoquista, ele se desdobra entre um trabalho medíocre, um bloqueio criativo e o amor pela mulher que o seduziu no elevador.
O monólogo expõe a relação desse casal à medida que narra a noite em que Paulo decide entregar as chaves do apartamento onde viveu momentos de paixão com a amada e fugir para longe de lá. Na despedida, com o ambiente já vazio, ele grava uma última e trágica mensagem para Marina numa fita cassete em seu velho gravador.

A gravação é, ao mesmo tempo, uma carta de adeus e uma declaração de amor e ódio. Já o gravador acaba se transformando num personagem em cena e assume, de certa maneira, o papel da mulher. Com uma mistura de erotismo e poesia, o texto mostra como a paixão levou os amantes à beira de um abismo paradoxalmente ridículo e sublime.

Criada em 2004, “A voz que resta” é a terceira peça em que Machado e Nikitin trabalharam juntos, quando eles ainda integravam a Cia. Livre. Na época, a primeira versão do texto chamava-se “O nome da peça depende da lua”.  Os outros dois trabalhos que marcam o encontro entre os artistas foram “Canção de cisne” (1997-2002) e “Belo” (1999), uma adaptação de “O Belo Indiferente”, de Jean Cocteau.

SOBRE GUSTAVO MACHADO

Com uma carreira no teatro e no cinema, o carioca Gustavo Machado já trabalhou como ator, diretor e dramaturgo. Nos palcos, integrou durante um bom tempo a Cia. Livre, e contracenou com Paulo Autran na última peça dele, “O Avarento”, com direção de Felipe Hirsch.

Alguns dos espetáculos em que atuou são: “Razões para ser Bonita”, com direção de João Fonseca; “A reunificação das Koreas”, de Joel Pommerat; “Toda nudez será Ccstigada”, dirigido por Cibele Forjaz; e “Navalha na Carne”, dirigido por Pedro Granato.

Além disso, assinou a direção das peças: “Desconhecidos”, de Fábio Herfort; “Pornô-Falcatrua 18.633”, de Irvine Welsh; “Cleide, Eló e as Peras”, de Gero Camilo; e “Venus Castigadora do Amazonas”, de Jorge Mautner. É autor dos textos “De Quatro” e “Pagarás com Tua Alma”.

No cinema, atuou nos filmes “Elis”, de Hugo Prata; “O banquete”, de Daniela Thomas; “O bicho de sete cabeças” e “As melhores coisas do mundo”, de Laís Bodanzky; “Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios”, de Beto Brant e Renato Ciasca, entre outros. E ganhou o Prêmio APCA (2007) e o Kikito de Ouro (2009) do Festival de Cinema de Gramado pela atuação em “Olho de boi”, de Hermano Penna.

SOBRE VADIM NIKITIN

Nascido em Moscou, na Rússia, o diretor, dramaturgo, ator e tradutor Vadim Nikitin mora no Brasil desde 1976. Cursou pós-graduação em Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo e deu aulas na Escola Livre de Teatro de Santo André.

Como ator, Nikitin foi dirigido por grandes figuras do teatro, como José Celso Martinez Corrêa, nas peças “Bacantes”e “Ham-Let”; Cibele Forjaz, em “Toda nudez será castigada” e “O idiota”; Georgette Fadel, em “O duelo”; e Bia Lessa, em “As três irmãs”.

Assinou a dramaturgia dos espetáculos “O nome da peça depende da lua”, “Subterrâneo (ou 2497 rublos e meio”, “Medeia é um bom rapaz” e “O Sonho de um Homem Ridículo”.

FICHA TÉCNICA
Texto e direção: Vadim Nikitin
Atuação: Gustavo Machado
Composição e direção musical: Cacá Machado
Concepção de iluminação: Cibele Forjaz
Direção de arte e produção: Carla Estefan

Serviço
“A VOZ QUE RESTA”
Quando: 30/6 a 23/7 (sexta, às 21h30; sábado, às 19h30 e domingo, às 18h30)
Onde: Auditório do Sesc Ipiranga
Ingresso: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (aposentado, pessoa com 60 anos ou mais, pessoa com deficiência, estudante e servidor de escola pública com comprovante), R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc  e dependentes). Venda limitada a 4 ingressos por pessoa ou CPF.
Classificação: 12 anos
Duração: 60 minutos


Sesc Ipiranga: Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga
Telefone: (11) 3340-2000 - www.sescsp.org.br/ipiranga
Acesso para deficientes físicos. Não dispõe de estacionamento
Ingressos à venda pelo portal www.sescsp.org.br ou nas bilheterias das unidades
Bilheteria Sesc Ipiranga - Terça a sexta das 12h às 21h; sábados, das 10h às 21h30; domingos e feriados, das 10h às 18h

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...